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Esse é um texto bem emocional para mim. Um post que fala sobre auto-estima. Um post com uma conversa sincerona contando tudo o que eu passei durante o tempo em que eu fazia meu tratamento de pele. É curioso de certa forma, pensar que ainda existam pessoas que falem que tratar a pele seja uma “bobeira”. Nunca foi uma bobeira pra mim, pelo contrário, muitas vezes eu tinha vontade de me esconder dentro de casa e não sair de lá nunca mais. Fora que eu nunca, absolutamente nunca, saia de casa sem passar maquiagem. É complicado e não tem nada de “bobeira” nesse assunto. Por isso, vamos conversar sobre não ter uma pele perfeita ?

Puxa uma cadeira e senta porque esse vai ser um texto bem longo! // Sempre fui uma menina que nunca teve problemas de pele na adolescência. Minha pele dos 15 anos e até os 19 era uma beleza que só, eu não tinha nenhuma marca na minha pele; cravos e espinhas eram raros. O problema é claro, foi durante o final dos 19 e a entrada aos 20 anos. Minha pele foi mudando rapidamente e eu nem sabia o porquê. Engraçado né ? Foi quase como “um mês linda” e em menos de um mês minha pele foi mudando tanto, que toda vez que algum parente ou amigo me viam, a primeira coisa que eles perguntavam era sobre a minha pele. O que começou a me causar um pouco de transtornos, comecei a ficar com a minha auto-estima muito baixa.

Olhava no espelho e tudo o que me chamava a atenção era a minha pele. Comecei a me sentir mal, muito mal mesmo, apesar de nunca compartilhar esses sentimentos com ninguém. O ponto ápice para eu procurar um dermatologista foi quando uma cliente na minha loja falou que eu era muito bonita, mas que precisava cuidar da minha pele. Sério. Na minha cara. Assim. Um tapa sem mão. Cheguei em casa chorando muito e é claro que ter o apoio do meu namorado, foi o que me acalmou naquele momento. Era preciso uma mudança e aí começa a minha história com o meu tratamento de pele.

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O começo do tratamento e a importância de um dermatologista

Lembro-me que na época eu fiz um plano de saúde só para poder ir na dermatologista. A partir disso eu comecei o meu tratamento de pele com o tetralysal, minha dermatologista recomendou também um creme em gel para passar durante a noite, uma base, um protetor solar e um sabonete líquido. A Dr. Renata foi super paciente comigo, ela via como eu estava afetada por estar com a pele daquele jeito, me explicou que é normal e que minha Acne era do tipo II, que talvez, não precisasse nem usar a famosa isotretinoína (ou, mais conhecido como Roacutan). E lá se foram três meses visitando a Dermatologista todos os meses religiosamente. No final de quase seis meses a minha pele ainda estava muito feia. E eu, estava me sentindo a pessoa mais feia do mundo. Não conseguia me olhar no espelho! Era praticamente uma tortura. É incrível como isso pode nos abalar.

Não teve jeito! Tivemos que entrar com a isotretinoína e confesso que apesar da internet espalhar muitos comentários assustadores sobre os efeitos colaterais, a minha Dermatologista foi incrível e me acalmou mais uma vez. Agora não me recordo quantas gramas. No primeiro mês usando o remédio minha pele piorou em um nível que eu nunca tinha visto. Eu chorava quase todos os dias, ainda bem que o Brayan sempre me deu suporte e apoio para que isso não me afetasse ainda mais do que afetava. O único efeito colateral que eu tive durante o tempo em que eu usei a isotretinoína foi o ressecamento nos lábios e no nariz, e para ele não me incomodar tanto, eu passava o Bepantol Lábios o tempo todo e no nariz de noite eu usava o Bepantol no nariz. Fora isso, não tive nenhum efeito colateral. É importante conversar com seu médico sobre isso, se estiver tendo dor de cabeças, entre outras coisas.

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Com quatro meses de uso o remédio que só pode ser comprado com prescrição médica, foi dando resultado. No quinto mês (essas três últimas fotos) minha pele já estava quase sem nenhuma espinha. Só tinha cicatrizes e manchas, mas aquelas espinhas dolorosas que eu não conseguia nem passar a mão por elas, não tinha mais. Confesso, que nesse ponto minha auto-estima começou a melhorar, e eu estava muito contente com o resultado do tratamento e como ia seguir dali em diante.

Eis que,
A minha empresa muda o plano de saúde e o no novo plano eu não conseguiria mais ver a Dr. Renata. Minha frustração começou logo ali. É muito importante para uma pessoa que está fazendo um tratamento, que requer dinheiro, tempo, paciência e muitas outras coisas permaneça com seu médico de confiança. Como eu não poderia interromper o tratamento passei a ver uma segunda dermatologista, que disse que eu já estava boa e só ia mandar eu tomar mais uns dois meses de remédios e depois “íamos ver”. Sabe por que isso faz toda a diferença ?! A nova médica não entendia minhas necessidades, expectativas, ela não conheceu meu histórico, não acompanhou minha luta de um ano com dois remédios diferentes. Íamos ver, estava longe de ser uma resposta que eu queria ouvir. Como eu tinha saudade da Dr. Renata, das suas explicações, do seu jeito de me acalmar e dizer quais seriam os próximos passos, para retirar as manchas.

Me desestimulei com o tratamento, principalmente por causa da nova dermatologista. E apesar de ter completado o meu tratamento de pele tomando a isotretinoína, eu ainda estava insatisfeita com o jeito que a minha pele estava (as manchas me incomodavam muito) e aí eu comecei a usar a maquiagem como válvula de escape. O problema é :

                      Quando a maquiagem virou um problema

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É fácil a gente mascarar nossas imperfeições. E, às vezes, nem digo necessariamente no sentido literal. Naquele momento era o que eu estava fazendo. Apesar da minha melhora, apesar do tratamento ter sido concluído e minha pele estar bem melhor, eu ainda olhava no espelho e via imperfeições. O problema não estava mais na minha pele, estava em mim. Eu estava tão apavorada que minha pele piorasse, que eu decidia mascarar ela. Não deixava minha pele “respirar”, usava maquiagem o tempo inteiro. Para qualquer coisa. Era só meu namorado me chamar para ir na padaria que eu estava lá passando, corretivo, base, pó, blush e um rímel porque não faz mal a ninguém, não é mesmo?

O problema não estava na maquiagem e sim em eu achar que só era bonita de maquiagem. É frustrante, quando você não se sente bonita sem usar artifícios para tal. Olhava no instagram e só via foto de meninas, maravilhosas e com aquela pele sensacional, perfeita, sem nenhuma mancha e ficava frustrada. Acontece, gente. Eu sempre tentei trabalhar minha auto-estima, mas ainda estava um pouco assustada, ainda mais sem a minha dermato! Foi aí que um dia, sério, deve ter quase um ano isso, eu vi um vídeo da Zoella (♥) falando sobre isso. “O quão ela estava cansada de ficar frustrada pelo fato da pele dela não ser linda e que está tudo bem, ela ter espinhas, de vez em quando, tudo bem sabe às vezes a pele dela não estar do jeito que ela queria que estivesse.” E, foi aí que comecei a desencanar.

Quer saber de uma coisa ?! Não vale a pena eu ficar mascarando quem eu sou. Está tudo bem não ter a pele mais perfeita do mundo, ter olheiras, algumas manchas, isso não muda o fato de que eu tenho qualidades, que eu sou uma pessoa real, que apesar de tudo isso, eu sou bonita exatamente do jeitinho que eu sou. Parece até que foi rápido né ? Mas o processo de mudança demorou uns dois anos. E, enquanto eu estava na transição e ia me aceitando, eu ia abraçando a mim mesma cuidadosamente, e dizendo “está ok! Você é demais do jeitinho que tu és”. Aquela coisa de amor próprio sabe ?

Não é fácil. Eu ainda tenho meus momentos. Mas, o importante é que entender que eu tenho o meu valor foi algo libertador. Não é atoa que eu digo que a transição capilar, primeiro mudou quem eu era por dentro, pra depois mudar meu exterior. É isso, essa é minha experiência. E vocês ? Já passaram por algo parecido ? Pode nem ser com a pele, mas com outras coisas?! Conta aqui <3

E quem disse que eu só posso me sentir bonita com maquiagem ?

E quem disse que eu só posso me sentir bonita com maquiagem ?

Com amor,
Clara Rocha ?

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